
URBANIZAÇÃO E CRESCIMENTO
Urbanização é um processo de afastamento das características rurais de uma localidade ou região para características urbanas. Usualmente, esse fenômeno está associado ao desenvolvimento da civilização e da tecnologia.
O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO E O
PAPEL DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Urbanização é um processo de afastamento das características rurais de uma localidade ou região para características urbanas. Usualmente, esse fenômeno está associado ao desenvolvimento da civilização e da tecnologia.
O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO E O
PAPEL DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Ao longo da história do homem, percebemos as várias formas de ocupação do solo nas diferentes regiões da Terra, adequadas e incorporadas às diversas condições climáticas, seja nos pólos, seja nos climas temperados ou tropicais. Notadamente, o avanço tecnológico e a urbanização da paisagem impulsionaram grandes transformações à natureza, principalmente após a Revolução Industrial que, através de um proce
sso contínuo, trouxe, à luz do dia, debates antes ignorados.
Se por um lado o progresso tecnológico proporcionou uma melhoria da qualidade de vida como a erradicação e controle de doenças, novas vacinas, encanamento de água, tratamento de esgoto, lixo etc, por outro, impulsionou um desenvolvimento abrupto das cidades, verificado no século XX, exigindo não só grandes demandas na obtenção de recursos naturais, mas também de infra-estruturas, numa escala antes inimaginável. Lombardo apresenta que “a urbanização desordenada causa problemas ecológicos: o desequilíbrio crescente entre a população e os meios materiais e, em contrapartida, a contaminação em todas as suas manifestações. A natureza humanizada, através das modificações do ambiente, alcança maior expressão nos espaços ocupados pelas cidades, criando um ambiente artificial.” [2]
A partir do aparecimento das alterações do equilíbrio natural, constatados no aquecimento global, nas ilhas de calor, na escassez de recursos hídricos, entre outros, Conferências mundiais foram realizadas visando a tomada de diretrizes conjuntas, entre os diversos países do mundo, que pudessem minimizar o alto grau de interferência negativa que o meio antrópico vem causando à natureza, provocando as anomalias ambientais. Exemplo disso tem sido a preocupação em se atingir um desenvolvido aliado à sustentabilidade sócio-ambiental, explanada na Agenda 21, documento elaborado na Conferência Mundial, realizada no Rio de Janeiro no ano de 1992.
O avanço da urbanização é um fator indissociavelmente ligado à mobilidade espacial do homem, onde, em decorrência da perda do meio de produção e a alteração dos processos produtivos, migraram das áreas, até então rurais, para aquelas denominadas urbanas, ocasionando o aumento demográfico das cidades. Este é um fato importante com relação à urbanização, uma vez que, na atualidade grande parte da população de diversos países vivem, em sua maioria, nas cidades. Não obstante, não devemos deixar nos enganar pela teoria de Malthus, e culpar a quantidade de população da terrena pelos problemas ambientais e sociais vivenciados, hoje.
No ano passado, o Professor Milton Santos publicou belíssimo artigo sobre a produção de alimentos no mundo, referindo-se a globalização e consumo, onde apresentava dados em que a quantidade de alimento estocado nos países desenvolvidos era capaz de alimentar toda a população mundial em determinado período de
tempo. E de conhecimento notório que os países desenvolvidos consomem muito mais matéria prima que os demais, exemplo disso refere-se ao papel, quinze vezes mais consumido que em outros países, o aço (dez vezes mais) e o combustível (doze vezes mais).
Ora o processo de urbanização e a atual situação de crise social vivenciada pela globalização e pelo modelo de desenvolvimento econômico imputado aos países no mundo, onde uns encontram-se cada vez mais ricos e outros cada vez mais pobres, nos leva a refletir sobre que tipo de desenvolvimento e progresso nós queremos. Não é possível mais não pensar em meio ambiente, quando o mundo já vive problemas de escassez de água, mas também, não é possível pensá-lo, sem alimentar os milhões de famintos que se encontram em continentes inteiros, como a África.
É nesse contexto, que devemos discutir nossos problemas ambientais. É possível preservar o mundo quando os países desenvolvidos causam uma impacto na ordem de vinte e cinco para um em relação aos demais países do globo? É possível falar em desenvolvimento sustentável quando um terço da população mundial passa fome? É preciso construir um novo mundo. Repensar os valores impostos. É urgente pensar o homem como parte do ambiente.
Enquanto pensamos na escala global, o Brasil não se apresenta tão diferente. Nossas matas estão devastadas, o Nordeste vive mais um período de seca. Os solos no centro-oeste encontram-se cada vez mais degradados, cresce a poluição atmosférica no Sudeste, avança o desmatamento sobre a Amazônia, contabilizam-se crescentemente os grandes problemas sociais ocasionados por uma política de contenção de gastos nas áreas de saúde, educação e assistência. Os movimentos sociais no campo e na cidade são cada vez mais sacrificados. Enfim, que país é este?
Pensar a educação ambiental requer refletir, justamente, sobre os pressupostos colocados. Queremos proteger a baleia azul, o lobo guará, a tartaruga marinha, o boto rosa, o mico leão dourado... mas precisamos proteger, também, o homem. Mudar hábitos de consumo, repensar os processos produtivos, urbanizar (?) sem causar impactos, gerar formas alternativas de produção energética, distribuir renda. Enfim, criar e estabelecer outros princípios e valores que perpassam pela cooperação e transformação do atual modelo.
Não podemos nos deixar enganar por aqueles que insistem em “humanizar o capital”. Como humanizar a diferença, a pobreza a degradação? É necessário alterar o quadro. Pensar diferente! Conforme Barbieri, “a pobreza, a exclusão social e o desemprego devem ser tratados como problemas planetários, tanto quanto a chuva ácida, o efeito estufa, a depleção da camada de ozônio e o entulho espacial. Questões como essas estão no cerne das novas concepções de sustentabilidade.”
Educar para transformar, este é um dos princípios da educação ambiental. Informar e alterar práticas de produção e consumo. Estabelecer a reciclagem, o reaproveitamento e o reuso. Incentivar as tecnologias limpas. Reconhecer as formas simples e ecológicas nas relações humanas. Resgatar o elo perdido entre o homem e a natureza. Construir um novo e melhor mundo, eis o desafio!
sso contínuo, trouxe, à luz do dia, debates antes ignorados.Se por um lado o progresso tecnológico proporcionou uma melhoria da qualidade de vida como a erradicação e controle de doenças, novas vacinas, encanamento de água, tratamento de esgoto, lixo etc, por outro, impulsionou um desenvolvimento abrupto das cidades, verificado no século XX, exigindo não só grandes demandas na obtenção de recursos naturais, mas também de infra-estruturas, numa escala antes inimaginável. Lombardo apresenta que “a urbanização desordenada causa problemas ecológicos: o desequilíbrio crescente entre a população e os meios materiais e, em contrapartida, a contaminação em todas as suas manifestações. A natureza humanizada, através das modificações do ambiente, alcança maior expressão nos espaços ocupados pelas cidades, criando um ambiente artificial.” [2]
A partir do aparecimento das alterações do equilíbrio natural, constatados no aquecimento global, nas ilhas de calor, na escassez de recursos hídricos, entre outros, Conferências mundiais foram realizadas visando a tomada de diretrizes conjuntas, entre os diversos países do mundo, que pudessem minimizar o alto grau de interferência negativa que o meio antrópico vem causando à natureza, provocando as anomalias ambientais. Exemplo disso tem sido a preocupação em se atingir um desenvolvido aliado à sustentabilidade sócio-ambiental, explanada na Agenda 21, documento elaborado na Conferência Mundial, realizada no Rio de Janeiro no ano de 1992.
O avanço da urbanização é um fator indissociavelmente ligado à mobilidade espacial do homem, onde, em decorrência da perda do meio de produção e a alteração dos processos produtivos, migraram das áreas, até então rurais, para aquelas denominadas urbanas, ocasionando o aumento demográfico das cidades. Este é um fato importante com relação à urbanização, uma vez que, na atualidade grande parte da população de diversos países vivem, em sua maioria, nas cidades. Não obstante, não devemos deixar nos enganar pela teoria de Malthus, e culpar a quantidade de população da terrena pelos problemas ambientais e sociais vivenciados, hoje.
No ano passado, o Professor Milton Santos publicou belíssimo artigo sobre a produção de alimentos no mundo, referindo-se a globalização e consumo, onde apresentava dados em que a quantidade de alimento estocado nos países desenvolvidos era capaz de alimentar toda a população mundial em determinado período de
tempo. E de conhecimento notório que os países desenvolvidos consomem muito mais matéria prima que os demais, exemplo disso refere-se ao papel, quinze vezes mais consumido que em outros países, o aço (dez vezes mais) e o combustível (doze vezes mais).Ora o processo de urbanização e a atual situação de crise social vivenciada pela globalização e pelo modelo de desenvolvimento econômico imputado aos países no mundo, onde uns encontram-se cada vez mais ricos e outros cada vez mais pobres, nos leva a refletir sobre que tipo de desenvolvimento e progresso nós queremos. Não é possível mais não pensar em meio ambiente, quando o mundo já vive problemas de escassez de água, mas também, não é possível pensá-lo, sem alimentar os milhões de famintos que se encontram em continentes inteiros, como a África.
É nesse contexto, que devemos discutir nossos problemas ambientais. É possível preservar o mundo quando os países desenvolvidos causam uma impacto na ordem de vinte e cinco para um em relação aos demais países do globo? É possível falar em desenvolvimento sustentável quando um terço da população mundial passa fome? É preciso construir um novo mundo. Repensar os valores impostos. É urgente pensar o homem como parte do ambiente.
Enquanto pensamos na escala global, o Brasil não se apresenta tão diferente. Nossas matas estão devastadas, o Nordeste vive mais um período de seca. Os solos no centro-oeste encontram-se cada vez mais degradados, cresce a poluição atmosférica no Sudeste, avança o desmatamento sobre a Amazônia, contabilizam-se crescentemente os grandes problemas sociais ocasionados por uma política de contenção de gastos nas áreas de saúde, educação e assistência. Os movimentos sociais no campo e na cidade são cada vez mais sacrificados. Enfim, que país é este?
Pensar a educação ambiental requer refletir, justamente, sobre os pressupostos colocados. Queremos proteger a baleia azul, o lobo guará, a tartaruga marinha, o boto rosa, o mico leão dourado... mas precisamos proteger, também, o homem. Mudar hábitos de consumo, repensar os processos produtivos, urbanizar (?) sem causar impactos, gerar formas alternativas de produção energética, distribuir renda. Enfim, criar e estabelecer outros princípios e valores que perpassam pela cooperação e transformação do atual modelo.
Não podemos nos deixar enganar por aqueles que insistem em “humanizar o capital”. Como humanizar a diferença, a pobreza a degradação? É necessário alterar o quadro. Pensar diferente! Conforme Barbieri, “a pobreza, a exclusão social e o desemprego devem ser tratados como problemas planetários, tanto quanto a chuva ácida, o efeito estufa, a depleção da camada de ozônio e o entulho espacial. Questões como essas estão no cerne das novas concepções de sustentabilidade.”
Educar para transformar, este é um dos princípios da educação ambiental. Informar e alterar práticas de produção e consumo. Estabelecer a reciclagem, o reaproveitamento e o reuso. Incentivar as tecnologias limpas. Reconhecer as formas simples e ecológicas nas relações humanas. Resgatar o elo perdido entre o homem e a natureza. Construir um novo e melhor mundo, eis o desafio!
ALUNAS:
Priscila,Jamiles,Gabriela,Gleice
TURMA:7ª C
